Algum tempo atrás postei aqui neste blog, uma mensagem por titulo " Estou muito frustrado" onde comentava sobre as atitudes de alguns cristãos, sem mencionar nomes. Hoje quero fazer aqui algumas confissões.
Como ministro do evangelho, pastor, dirigente de igreja desde 1997, estou chegando a um ponto que as vezes penso não estar no lugar certo, ou no país certo, ou na "praia" certa.
É facil falar sobre crescimento de igreja; sobre eventos; sobre comemorações; encontros pentecostais; escolas biblicas para obreiros e membros, e assim por diante, quando um pastor "HERDA" uma igreja bem fundamentada, com membros antigos no mesmo lugar, uma igreja com membros de raízes profundas no ministério. HERDAR uma igreja assim é muito facil. É facil ser filho de pastor famoso e herdar um belo ministério com igreja para milhares de pessoas.
Quando vejo alguns pastores na tv e na internet fazendo propaganda de seus ministérios anunciando grandes nomes da musica gospel nacional, pregadores dos EUA, usando seus belos anéis, organizando eventos mais para glória pessoal que Glória para Deus, fico pensando que os alvos dentro da igreja parecem não ser os mesmos.
Não consigo trazer um pregador de renome aqui para minha igreja, sabe porque? Por que o cachê cobrado, por aquilo que deveria ser de graça, é exorbitante. Para uma cantora vir aqui na minha cidade, deve-se vender pelo menos 200 cds, mais despeza de viagem (combustivel+pedágios+comida) e hotel 5 estrelas, na minha cidade o melhor só tem 3 estrelas. È interessante que quanto MENOR A IGREJA, MAIOR AS EXIGENCIAS !!!!
Onde se deveria vir pregar e fazer eventos para tirar o interior de SP, das influencias da maçonaria, rotary, lions clube, catolicismo, espiritismo, etc, poucos querem vir.
A maioria quer ficar apenas em Jerusalém. Lugares como Samaria, Judéia e os confins da terra, são deixados de lado.
A concorrencia para pregar no GMUH de Camboriú é enorme e dá status, pois pregar lá projeta o "conferencista" nacionalmente e vende muito cd e dvd. Nas capas de cds e dvds dos pregadores que vão a este evento, sempre trazem esta referencia, pois parece que pregar lá legitima o título de conferencista internacional, mesmo que a mensagem não tenha fundamento bíblico. Ouvi uma certa vez que uma cantora doou um carro zero km para se apresentar neste evento e daí por diante ela estourou em todo o Brasil e quando a convidamos para vir aqui no interior, seria mais facil trazer a Jenifer Lopes de Los Angeles, que a "serva de Deus".
Daqui a pouco deverá haver tapete vermelho na igreja para certos pregadores e cantores.
Fiquei um dia em oração perguntando ao Senhor, onde estava meu erro, meu pecado, onde eu estava comentendo iniquidade, pois o que faço é pregar a Palavra a um grupo de 40 pessoas da minha igreja.
Depois de horas de oração, veio a resposta, entendi pelo Espírito do Senhor que devo continuar pregando o que prego e sendo o que sou. Estou fazendo uma grande obra. Não estou enfeitando os muros, estou construindo os muros; estou reedificando muros.
Não tenho meu nome na midia nem sou conhecido nacionalmente, mas estou fazendo uma grande obra.
Mesmo que nunca pregar fora de minha cidade, estou fazendo o que Deus colocou em minhas mãos.
Não ganho salário atronomico da igreja, ao contrario, preciso trabalhar para meu sustento, mas Paulo também fazia o mesmo. Não tenho gabinete pastoral com ar condicionado, nem secretária pastoral, não tenho carro importado, nem posso contratar um grande pregador intenacional, não posso dar ofertas enormes para outros pastores nem participar de encontros de lideres em lugares paradisíacos, mas ESTOU FAZENDO UMA GRANDE OBRA.
Esta é a diferença entre fazer algo pra si e fazer para Deus.
Mesmo que seja considerado um mediocre pela maioria por não ter nem possuir fama, dinheiro, e poder, vivo a realidade do Evangelho de Cristo.
Homens como Paulo, Pedro, Tiago, João, foram perseguidos, injuriados, maltratados, humilhados, não tinham fortunas pessoais, nem eram grandes doutores, mas eram homens que faziam a vontade de Deus.
Em Cristo,
Pr Ivair J. Lehm
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